segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Casais liberais

O que para uns parece ser impossível, para outros o relacionamento aberto é a melhor forma de encontrar a felicidade nos dias de hoje. Os parceiros tem a liberdade de se relacionarem com outras pessoas sem ataques de ciúmes e todo aquele drama. Explicando através da biologia, as mulheres teriam mais aversão a este tipo de relacionamento, pois são mais seletivas que os homens. Porém, o fisiologista de comportamento da Unifesp, Ricardo Monezzi diz que mesmo com o fator biológico a vontade de variar existe.

Para muitos este tipo de relação funciona, mas é preciso seguir algumas regras básicas. A principal é que não devem existir segredos entre o casal sobre seus outros parceiros sendo a sinceridade primordial. É preciso muito diálogo e um acordo que satisfaça as duas partes. Os dois precisam sentir-se confortáveis e saber mostrar para o seu parceiro (a) que a fonte de seu afeto sempre continuará sendo ele (a). Ou seja, a fidelidade dá lugar à lealdade.

A final de contas, ninguém é posse de ninguém, se você está com aquela pessoa é porque escolheu estar e foi escolhida também. O importante é que o casal tenha a liberdade para decidir junto como querem que seu relacionamento funcione, sempre com muito respeito.

Neste vídeo podemos ver um exemplo deste tipo de relação: 

http://tvg.globo.com/programas/na-moral/videos/t/o-programa/v/amor-livre-programa-mostra-dois-casais-que-vivem-longe-do-ciumes/2082484/

domingo, 9 de setembro de 2012


           “É impossível ser feliz sozinho?” 

            Começo com um verso famoso de Tom Jobim: “É impossível ser feliz sozinho?”.  É fato, que muitos dos solteiros já se fizeram essa pergunta. Certamente, a maioria deles responderia concordando com tal questão, dizendo: “sim, é impossível ser feliz sozinho”, mas há quem pense diferente, tem pessoas que querem mesmo ser solteiras e que são felizes com tal condição, estes são os conhecidos “solteiros por opção”.
            Mas esse termo “solteiro por opção”, ainda soa estranho aos ouvidos de quem acredita que o casamento é um caminho necessário para a felicidade.  Estes acham que o motivo da tal “solteirice” não é questão de opção, e sim decorrente de algum desses motivos: ou é gay  , ou é muito seletivo,  ou não gosta de compromisso, ou é encalhado (a) mesmo.
            Assim, os solteiros por opção são frequentemente questionados a respeito do motivo da sua solteirice e, além disso, são pressionados por algumas dessas perguntas: “E quando você ficar velho, quem vai cuidar de você?”, “Você não quer ter filhos?”, “Você não se sente só?”, “Você é feliz assim?”.
            Para mostrar o ponto de vista de quem defende a vida de solteiro, mostro trechos de uma entrevista do médico psiquiatra Flávio GiKovate para a revista Veja:

Veja - O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida? 
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.

Veja - Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.

Veja - Que conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida amorosa? 
Gikovate - É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial, tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas etapas que provocam sofrimento.

Veja - Com o fim do amor romântico, como fica o sexo? 
Gikovate - 
Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade. Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão a se abster desse tipo de prática.

E você, acha que é impossível ser feliz sozinho?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Acreditar?

Momento muito peculiar, para não dizer estranho, é este em que estamos vivendo; especialmente no que se refere às relações afetivas e à disponibilidade de amar e deixar-se amar (Sim! Disponibilidade.).
Diante de um mundo novo, com novas concepções e afetos, há pessoas que, influenciadas por descrenças, desilusões próprias e alheias, pesquisas científicas ou não, ‘livros de relacionamento’ do tipo Homens são de Marte; Mulheres são de Vênus (GRAY, 1996), construíram muralhas que bloqueiam qualquer intervenção afetiva.

Nossas entrevistadas concordam que príncipe encantado já era. Mas mesmo depois de dispensar a armadura e o cavalo branco, elas confessam que continuam sonhando com uma imagem de homem ideal. (Revista NOVA)

Vamos ser sinceros: qual é a mulher que não acredita nisso? Creio que todas buscam a pessoa perfeita! E quem é perfeito? Se entrarmos em um relacionamento baseado em um sonho que é a idealização, o relacionamento está fadado a dar erro.
Quando nos apegamos às características negativas do outro e nos recusamos a vê-lo por inteiro, ou simplesmente somos influenciados por aquilo que já mencionei no 2º parágrafo, desculpe dizer, mas ‘ficaremos pra titio (a)’.

Digamos que até a Marisa (De mulher pra mulher, Mariiiiiiisa) 'pensa' nesses defeitinhos... ÓHHH, céus!


Eu não quero ficar pra titia! Você quer? Permita-se acreditar no outro.


ps: Quer ficar por dentro desse pseudo-Acreditar? Leia o que Luiz Cuschnir disse à Revista NOVA!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Está mudando...e aí, você aceita?

Hoje não é assim, mas houve tempos em que eu falava com minhas avós, tios, madrinha, etc.. e sempre rolava aqueeeela perguntinha:
“Me conta hein, cadê os namoradinhos?”
Aí toda sem graça costumava responder coisas do tipo:
“Ahhh, nem tenho” ou “beeeem capaz, to nova pra isso!” Huahauahuaah
Esses dias conversando com minha irmã, coisas nada a ver, entramos no papo de família e ela dispara, meio que simulando a pergunta mil vezes feita pelos inconvenientes familiares (rs)...
“Ta namorando 'fia'?
E aí tu responde:
“Não vó, só dando pra uns” kkkkkkkkkk
Ou ainda
“Cadê o namoradinho?”
“Não vó, sou lésbica!” hauhauaaha
E nisso a 'véia' morre! =x

Acontece que o mundo mudou, e os relacionamentos também.

Mais uma historinha...
Imagina um pai daqueles bem gauchão (do tipo que não come mel, chupa as abelhas) ao descobrir que o filho é gay (homossexual).
 - A situação:
O pai chega em casa e vai dá uma 'mijada' (ele é gauchão, por isso o ‘mijada’) e quem estava no banheiro?? O filho nas 'intimidades' com outro homem... ;P

Engana-se quem pensou que o pau quebrou naquele dia...

Sim, isso é possível nos dias de hoje. É possível porque a sociedade mudou, está mudando. 
Para os conservadores pode ser um choque, mas o que importa, a meu ver, é a felicidade de cada um, seja ela acompanhada de uma pessoa do mesmo sexo, acompanhada de váááárias pessoas (safadinhos), ou ainda desacompanhada!


ana karolina
Ana Karolina (Ágata de Avenida Brasil) e seus dois pais. 
Leia mais na reportagem aqui


Você também acha que deve ser apenas uma questão de felicidade ou acha que outros valores da nossa sociedade superam isso? 

Esse assunto ainda vai render bastante aqui no blog.....






quarta-feira, 5 de setembro de 2012


Bem vindo ao blog Foco nas Relações!!

Este blog tem como objetivo principal discutir assuntos relacionados à sexualidade e suas novas concepções. Mas será que os tempos mudaram mesmo? Será que aquela idéia dos tempos dos nossos avós, que eram organizada em uma lógica que priorizava o casamento como parte primordial para formação de vínculos políticos, financeiros e da sociedade não existe mais? Será que a emancipação feminina e a sua inserção no mercado de trabalho mudaram definitivamente os relacionamentos? Será mesmo que as pessoas estão se acostumando com as relações voláteis e divórcios?

Venha saber como estas transformações estão ocorrendo e o que a “nova geração” pensa disso!